O pontificado de João Paulo II foi o terceiro mais longo da História da Igreja. Durantes seus 26 anos de pontificado, merecem destaque o número das viagens pastorais fora da Itália: foram mais de 100, visitando 129 países. Destacam-se também as 147 cerimônias de beatificações e as 51 canonizações, nas quais o Papa polonês proclamou 1.338 beatos e 482 santos.
Devido a todos esses momentos fortes de seu pontificado e á sua habilidade em lidar com os Meios de Comunicação Social, João Paulo II foi considerado o Papa mais popular da História, chegando a reunir até 4 milhões de pessoas em Manila (Filipinas) e mais de 1 milhão de jovens na Jornada Mundial da Juventude em Torre Vergata (Roma).

Na primeira metade do seu pontificado João Paulo II se empenhou pessoalmente na derrocada do comunismo no Leste Europeu e no mundo. " Foi o Papa que nos disse para não ter medo" , afirmavam seus compratiotas poloneses unidos no movimento sindical "Solidariedade" , liderado por Lech Walesa. Com o mesmo empenho e muita coragem apoiou os processos de transformação social dos países do Hemisfério Sul, particularmente da África. Durante sua visita a Cuba, em Janeiro de 1998, que marcou o fim de 39 anos de relações tensas entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro. João Paulo II condenou o embargo econômico dos EUA e criticou o governo de Fidel pelas duras penas impostas a numerosos cidadãos cubanos.
João Paulo II também lutou para que houvesse uma aproximação cada vez maior entre as grandes religiões do mundo, sobretudo as monoteístas. Sua viagem a Terra Santa em março de 2000 foi outro acontecimento muito marcante, em Jerusalém o Pontífice pediu perdão pelos erros cometidos, no passado, pelos filhos da Igreja. Inesquecíveis e de suma importância se tornaram as jornadas ecumênicas de reflexão e oração pela paz, em Assis, cidade de São Francisco. João Paulo II exortava: " Os crentes de todas as religiões, junto com os homens de boa vontade, abandonando qualquer forma de intolerância e discriminação, estão convocados a construir a paz".
Por quatro vezes o Papa João Paulo II visitou o Brasil, demonstrando grande amor pelo país que abriga o maior número de católicos. Em sua primeira visita, chegou inclusive a demonstrar o seu apoio ao movimento sindical, então liderado por Lula, em aberto desafio ao governo militar brasileiro- uma situação de certa maneira parecida com a da sua Polônia. Numa dessas visitas ao Brasil, em visita a cidade do Rio de Janeiro, ele chegou a brincar : " Se Deus é brasileiro, o Papa é carioca".
João Paulo II tinha vários motivos para desistir, pois em seu pontificado passou por várias adiversidades, três anos após ter sido eleito Papa, ele foi vítima de um atentado na Praça de São Pedro, no dia 13 de maio de 1981, dia de Nossa Senhora de Fátima. O Pontífice afirmou que a Virgem Maria teria "desviado as balas", salvando sua vida. Na visita que fez a Fátima, para agradecer a Virgem por tê-lo salvo, ofereceu uma das balas que o atingiu, a qual foi posteriormente cravada na coroa da Virgem.

Os tiros foram dados pelo turco Mehmed Ali Agca, alguns meses depois ele foi condenado a prisão perpétua. João Paulo II o perdoou ainda no leito do hospital, onde se recuperava dos graves ferimentos do atentado, e o visitou na prisão no dia 28 de dezembro de 1983. O Papa também recebeu a mãe do terrorista em 1985 no Vaticano.
Após muitos sofrimentos, sobretudo pela doença de Parkinson, no último Domingo de Páscoa de 2005, o Papa ainda abençoou os fiéis mas não conseguiu pronunciar a tradicional mensagem " Urbi et Orbi" que significa "à cidade de Roma e ao mundo".
Antes de sua agonia, foi-lhe anunciado: " Santo Padre, a praça está cheia de jovens".
Respondeu o Papa: " Eu fui encontrá-los pelo mundo afora, agora são eles que vem me visitar!".
Os jovens choraram a morte do único Papa que haviam conhecido e que a eles havia dito: " Vocês são o futuro do mundo, vocês são a esperança da Igreja, vocês são a minha esperança". ( 22/10/1978 - Praça de São Pedro)
Respondeu o Papa: " Eu fui encontrá-los pelo mundo afora, agora são eles que vem me visitar!".
Os jovens choraram a morte do único Papa que haviam conhecido e que a eles havia dito: " Vocês são o futuro do mundo, vocês são a esperança da Igreja, vocês são a minha esperança". ( 22/10/1978 - Praça de São Pedro)
Às 21h 37, horário de Roma, do dia 2 de Abril de 2005, o Mundo parou perante a notícia da morte do Santo Padre. Multidões foram visitar o corpo do Papa.
O Cardeal Joseph Ratzinger, seu sucessor, presidiu as exéquias fúnebres na Praça de São Pedro, estando presentes a maioria dos governantes dos países do mundo.
No dia 1° de maio de 2011, João Paulo II foi beatificado por Bento XVI, ele foi o primeiro Papa a ser beatificado por seu sucessor.E no dia 27/04/2014 foi finalmente
canonizado pelo Papa Francisco, sucessor de Bento XVI.
João Paulo II dizia que a Igreja de hoje não precisa de cristãos em tempo parcial, mas sim de cristãos em tempo integral. Que todos nós possamos seguir esse exemplo de cristão em tempo integral, que se manteve firme e fiel na vontade de Deus até a morte, alguém que se entregou completamente para servir e nos mostrou que não devemos ter medo.
São João Paulo II, rogai por nós!




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